O banquete e a música popular brasileira
Resumen
O texto relata uma experiência no ensino de filosofia da educação em uma disciplina introdutória de pedagogia. Em vez de seguir o currículo tradicional, focado em transmitir conhecimento pela obra de pensadores clássicos, o curso propôs uma abordagem decolonial. Inicialmente, os alunos demonstraram estranhamento com a ausência dos clássicos, o que levou a um acordo para incluí-los, mas de forma articulada com questões da educação atual. Inspirado na obra de Jacques Rancière, O Mestre Ignorante (2002), o professor adotou um papel de mediador, valorizando a igualdade intelectual e a construção coletiva do conhecimento. Um exemplo prático dessa abordagem foi o estudo do Banquete de Platão (1999), onde algumas alunas conectaram os discursos sobre Eros com a música popular brasileira, demonstrando uma nova forma de compreensão do texto clássico. A experiência ressalta a importância da alteridade, da escuta e da construção coletiva do conhecimento no processo educativo, desafiando as hierarquias tradicionais e buscando novas formas de ensinar e aprender filosofia. A narrativa destaca a necessidade de descolonizar o currículo e promover um aprendizado mais aberto, democrático e inclusivo, onde o professor atua como um "mestre ignorante", reconhecendo seus próprios limites e incentivando a autonomia intelectual dos alunos.
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PDF (Português (Brasil))Referencias
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MÚSICAS
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MENDONÇA, Marília. Serenata. Intérprete: Marília Mendonça. In: Todos os Cantos [CD]. São Paulo: Som Livre, 2019.
SKANK. Dois Rios. In Cosmotron [CD]. Belo Horizonte: Estúdio Ferretti, 2003.
SOBRINHO, Aroldo Alves. Alma Gêmea. Intérprete: Fábio Jr. In: Fábio Jr [CD]. São Paulo: Sony Music, 1994.
VIANA, Djavan; CAETANO, Caetano. Um amor puro. In: Malásia [CD]. São Paulo: Sony Music, 1999.
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IXTLI: Revista Latinoamericana de Filosofía de la Educación
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ISSN: 2408-4751
